|
Freud quase esplica, mas colocou o dedo na ferida
“O inconciente é uma prisão de segurança máxima na qual os traums sofridos nos deixam aprisionados e, nisso,estaria a raiz deas infeliciddes hmanas"
Freud neste caso foi muito simplista, o antes da vírgula está correto, embora não dê para generalizar, já o depois da virgula “e isso é a raiz de todas as infelicidades” está colocando tudo no mesmo saco o que absolutamente não é o caso, pois muitos nunca tiveram traumas e nascem com muitas fobias sociais e afetivas, muitos que as tem que o diga.
Um adolescente romântica (o) vê-se traída (o) por aquele(a) a quem eles consideravam amar.
Este tipo de trauma sempre foi igual, não importa a época da humanidade. Esta dor de alma sempre teve o mesmo potencial, pois traição sempre foi o mais infame ato humano, mas isto atua de forma diferente em cada um, para muitos logo é superado e para outros, tanto homem como mulher, os acompanham durante toda a vida.
O que determina que assim seja, pois mesmo entre gêmeos isso atua diferente.
Hoje se fala-se muito em relacionamentos abertos, mas este tipo de relacionamento só é possível quando a base do relacionamento é puramente físico; ou quando a separação não ocorre para não serem divididas fortunas, nem cair o padrão de vida de ambos, mas neste caso só passa a ser divido o mesmo teto em comum acordo.
Jean Paul Sartre e Simone de Beauvoir foram quem trouxeram estes procedimentos a público, mas que ninguém se iluda que este casal não tenha tido problemas, pois tinham um pacto de infidelidade “só a nível físico”, mas morriam de ciúme quando o nível passava ao emocional, então este assunto não é assim tão simples e ambos tinham parceiros fixos e secretos, que escondiam um do outro, então estes relacionamentos fora do pacto se caracterizavam como traição e sofriam com isso.
Então que modernismo é este? Pura idiotice uma vida estressada assim, pois nada substitui estarmos com quem gostamos mais, digo que mantiveram esta vida para não perder os holofotes sobre si mesmos, pura vaidade intectual.
A natureza é perfeita e o normal é a harmonia e a afeição entre as partes, já o excesso de erotização tido hoje é uma anomalia que já levou muitos outros povos à bancarrota como os romanos, gregos e babilônicos no passado, então não devemos esperar coisa boa para a nossa sociedade, pois hoje o sexo foi elevado ao nível de vicio ou a um mal que tira a paz de muitos, pois não se satisfaz nunca.
O caso de viciados em pornografia já não é uma raridade nos dias de hoje e já entrou no rol dos males mentais, assim como a fobia por relacionamentos afetivos, sendo que já existe a tempos grupos de auto ajuda anônimos, a exemplo dos alcoólicos anônimos.
Lembro-me sempre do caso do bombeiro com a atriz que o ostentava como um troféu, mas se esqueceu que tudo tem consequências e o bombeiro levou a pior, conheceu a boa vida que ela lhe dava e depois ele não soube viver sem o glamour provado, viciou-se na cocaína que conheceu neste meio, e em overdose morreu.
A experiência não passou em branco também com a atriz, que antes era exibicionista, e hoje leva a sua vida privada mais reservada, sem expor “as suas conquistas de caras mais jovens” assim como serviu para outras iguais também baixarem a bola, pois, afinal, com dinheiro e boa vida todo mundo consegue parceiros aos montões, tanto homens como mulheres.
Conquistadores como o personagem literato “Casanova” sempre existiram e sempre foram vistos com inveja por muitos homens, quando não deveriam, pois sempre foram deixando atrás de si tragédias pessoais e muitas fobias afetivas com as suas ilusões e expectativas criadas e não correspondidas.
E muitas meninas adolescentes estão curtindo estes mesmos hábitos e a ressaca destes tempos será irreversível, se vangloriam sobre o número de conquistas, feitas até na mesma noite.
Outro problema é que hoje os relacionamentos são normalmente apenas paixões, muito comumente confundidos com amor e, nestas sim, o sexo é a base da relação e onde as decepções são tremendamente comuns. Sempre na história proscrita do homem, os mais salientes sempre foram os mais invejados.
Se você acha que a humanidade evoluiu desde aqueles séculos XVI/XVII do Casanova, cabe lembrar que em plenos anos setenta do século passado, ou seja, há apenas 40/50 anos atrás, muitas filhas eram expulsas de casa se caíssem no papo de algum espertinho, e não eram só garotas do interior não e uma boa parte acabava caindo na prostituição; era muito falta de amor por parte dos pais e já, enquanto isso, as meninas na Alemanha, por exemplo, podiam seus namorados para pousar na casa delas já nos anoa 80. Veja como o mundo era dispar naquela época de pouca comunicação.
Conheci muitas mulheres que foram noivas a muito tempo, mas quando cederam antes do casamento os caras simplesmente foram embora, é muita idiotice, nã conseguia entender este estes caras.
O setor afetivo tem que estar alinhado para podermos ir à busca de outras evoluções e crescimento para o nosso ser, mesmo que tenha sido a opção de não termos ninguém; o que lá fora do Brasil já é uma opção a muito tempo, e os lares de uma só pessoa já é cada vez mais comum, assim como aqui agora também.
Mas este lado tem que ser bem resolvido, pois se não, cedo ou tarde, isto será colocado de novo na nossa frente. Nada na vida de um ser humano nada pode ser deixado para trás se não for de forma natural, pois um dia este vácuo poderá cobrar o seu preço, então tem que ser uma opção racional e não por algum sofrimento que sofreu em alguma relação, pois os sofrimentos são para nossa evolução, não somos só animais racionais, mas principalmente, emocionais.
Não sabemos de tudo, não somos iguais a ninguém, nem intelectualmente, nem afetivamente, mas saber conversar sobre tudo e sobre o que sentimos é importante, nada deve ficar escondido lá no fundo da alma dentro de uma mala fechada.
Poucos filósofos foram felizes, e não poucos foram pensadores em função desta lacuna, e as esconderam muito bem atrás da intelectualidade, e a única finalidade do conhecimento é nos aproximar da naturalidade que é onde está o preenchimento pleno do nosso ser, fora isso, qualquer filosofia realmente é vã, se não leva nem o seu autor à felicidade própria, como no caso de Nietzsche, para ficarmos num exemplo, como vai levar outras pessoas.
Adianta morrer imortalizado e morrer à beira da loucura? Eu acho que não.
Tem muito filósofos modernos aqui no Brasil, que ao mesmo tempo fazem análises para se conhecerem, então acreditamos nas suas colocações bem articuladas intelectualmente, mas a felicidade está no mundo afetivo e eles, neste caso, precisam de muita ajuda; outra jóia que eles costumam pregar é o da inexistência de Deus, e o bom fiósofo não pode ter nenhuma porta do conhecimento fechada, mas ai cabe a eles investigarem muito mais a fundo espiritualidades que passam muito longe das fugazes religiões, são muitos limitados ai.
Não acreditar nas religiões, (calabouços da Verdade) o que também não acredito, não quer dizer que isto automaticamente torne alguém num ateu, pois existem muito outros conhecimento que passam bem longe das religiões, e nos trazem respostas, mas isto cabe a cada um garimpar.
Nietzsche pode ter escrito resenhas, teorias e livros quanto quiser, mas no fundo foi apenas um infeliz que não soube encontrar o amor e a paz, e eu diria, que neste caso, foi só motivado pela covardia de se autoconhecer no mundo afetivo, e toda sua filosofia foi construida em cima disso, ou seja, não no mundo emocional, onde está a explicação da maioria das coisas, tudo o mais é conhecimento árido, sem vida, apenas intelectual.
Quantas carências não se carregam pela vida inutilmente por não sabermos superar aquele mal que nos afligiu em tempos idos, e como disse a educadora Sherry Turkle: “Se não soubermos ficar sozinhos, só saberemos ser solitários”.
Quantos não são mendigos afetivos e saem na noite à cata de qualquer migalha para continuarem se sentindo vivos, pelo menos até o dia seguinte.
Mundo louco que a humanidade criou para si, mundo cada vez mais preenchido de solidões e de amarguras escondidas, sofrimentos anímicos feitos buracos negros na alma sempre ansiosa.
“Conhece-te a ti mesmo”, bons tempos em que o ser humano vivenciava esta frase na sua plenitude.
"Não é o lugar em que nos encontramos nem as exterioridades que tornam as pessoas felizes, a felicidade provém do íntimo, daquilo que o ser humano sente dentro de si mesmo” Roselis von Sass – http://www.graal.org.br
|
Poeta
|
|
FIÉIS ADORMECIDOS E ATEUS – DOIS POLOS NO MESMO ERRO
A religião católica chegou ao nosso tempo com muitos adeptos, mas pouquíssimos frequentadores assíduos na maioria dos países milenares da Europa, onde era a única até o século XVI, mas ainda com muito poder até o século XIX, então o que acumulou de riqueza e propriedades nestes mil e novecentos anos pelo mundo dá para imaginar.
Mas também está perdendo espaço galopante, onde imperou também quase absoluta a poucas décadas atrás, como no Brasil, e outros países da América do Sul, onde era também basicamente a única até o meio do século XX, e onde chegava, no período das explorações e colonizações, junto com os exploradores, abafava todas as crenças que tinham os povos nativos da região, não admitia concorrência, chegou chegando, mas cresce na na Africa, assimo as evangélicas..
Mas quando se fala em predomínio de ateus todos se lembram da Holanda, mas ela está longe de ser a maior e a única nesse sentido, pois só 70%% da população assim se considera, mas temos a Suécia com 85%, mas estes percentuais englobam os ateus convictos e os sem religião, o que não quer dizer que não tenham alguma fé pessoal, o que leva a Holanda com o ateísmo beirando 40% e também em outros.
Estes números de ateus não e uma exclusividade ocidental, pois nos países orientais, onde a influência católica é quase nula, também se consideram na mesma proporção os ateus, como no Vietnã e Japão, então o budismo e outras religiões regionais de lá já não são levadas tão em conta também.
Por outro lado em todas as grandes religiões do mundo ou nas trazidas por pessoas preparadas para isso, como Zoroaster, Buda , Krishna, Lao Tse, e muitos outros não conhecidos por nós, assim como nas crenças dos povos colonizados, e em abundância na própria bíblia, sempre há um ponto em comum:
A previsão da vinda de um ser superior para os tempos atuais que trará novamente a Verdade sobre as Leis Divinas e com ela a derrocada do mundo atual e o desencadeamento do Juízo Último, que leva na bíblia o nome de “O Filho do Homem”, o mais conhecido.
Um estudo completíssimo sobre estas previsões nas diversas vertentes pré ou pós Jesus Cristo, e até no século passado desde tempos milenares, o leitor encontrará no livro “O Filho do Homem na Terra” escrito por Roberto C. P. Junior onde ele também cita dizeres de profetas dos tempos atuais como este de Pietro Ubaldi (1886-1972):
“Uma grande transformação se aproxima para a vida do mundo. (...) O momento histórico atual é muito grave. Ele está se tornando cada dia mais grave. Somos chegados à plenitude dos tempos. Pregações foram feitas bastante, avisos foram dados, mas o mundo continuou pelo seu caminho sem prestar ouvidos”.
Já nos diz Roselis von Sass também em seu "O Livro do Juízo Final": "A infalível Justiça Divina não permite atos arbitrários. Por essa razão é impossível que em poucos dias, ou num prazo de dois a três anos a humanidade pecadora possa ser ceifada por catástrofes da natureza, tal como alguns pseudoprofetas o imaginam" (...) Dessa maneira o ser humano não teria tempo para a reflexão, para conhecer-se a si próprio e nem para a expiação.", mas em um determinado dia, este será o último.
Mas voltando ao Brasil muitas pessoas se dizem católicas mas acrescentam “não praticante”, mas, independentemente disso, os confessionários estão sempre abertos para serem dados os perdões, então a influência pelas facilidades milenares dadas por ela é muito grande, e ela sempre recebeu muitas doações de todo tipo de riquezas em retorno, ao longo dos séculos e séculos.
Hoje é a mais rica organização do mundo, e a maior possuidora de propriedades também, e não estamos falando só das igrejas, pois só a Santa Casa possui quatrocentos imóveis na capital paulista, incluindo o imóvel onde se situa a Love Story, a maior casa de baixa boemia de lá, e provavelmente do Brasil.
Mas hoje já não são tantos assim as doações, e ela nem precisa e nem pede o dizimo como nas evangégicas e, espiritualmente, nem a leitura da bíblia foi uma exigência dela algum dia, e sim só na crença dos seus credos, assim como realizava suas missas em latim até o inicio do século XX, pouco importando se as pessoas não entendiam, pois isso seria só "para os iniciados da igreja".
Então de um lado o Brasil tem um dos piores sistemas judiciais do mundo e, por outro lado, espiritualmente falando, temos perdões imediatos, não importa a gravidade dos pecados, e a responsabilidade da busca da Verdade ficou também para responsabilidade dos religiosos da instituição e o dito principal de Jesus “O que o homem semeia isto ele colherá abundantemente” ficou para segundo plano, mas todos se dizem crentes em Jesus, mas não veem o contrassenso entre um ditame e outro.
Então dá para considerar que a pobreza e a ignorância dos países são campos férteis para religiões com facilidades de perdões e também para as contemporâneas cristãs, onde os crentes também são só ouvintes do que é pregado nos templos, sem nenhuma análise própria depois do que está escrito, ou do que foi dito, demonstrando também a indolência espiritual da maioria, deixando sempre a terceiros a responsabilidade da sua vida espiritual, pois os pastores também só leem aquilo que lhes interessam.
Já o nível cultural elevado da maioria dos países europeus, e o comodismo da riqueza farta, resultaram em recrudescimento da fé nas religiões, naturalmente, mas levou-os de roldão ao ateísmo, como demonstram as estatísticas, ao invés de leva-los à buscar a Verdade em outras fontes hoje disponíveis, o que significa que também estão dormindo ou mortos espiritualmente, vindo a explicar o dito de que no Juízo Final “todos os mortos serão ressuscitados para que se julgue”.
Então não há grandes diferenças, espiritualmente falando, dos fiéis de religiões mortas, dos ateus, que se sentem tão orgulhosos da sua independência de assim terem se tornados, a não ser o nível de riqueza e cultura.
“Por isso despertai! Somente na convicção repousa a verdadeira crença, e a convicção só vem através de exames e análises irrestritas! Sede seres vivos na maravilhosa Criação de vosso Deus! nos diz Abdruschin em "Na Luz da Verdade"
|
Poeta
|
|
O SOFRIMENTO ANÍMICO DE MUITOS
Ele se obrigava a se autoanalisar, pois os conhecimentos naqueles idos anos setenta em psiquiatria eram parcos, então esse era o caminho, embora não passasse pela cabeça dele que fosse algo por ai, o da psiquiatria, o que ele sentia.
A fome de conhecimento que lhe desce esclarecimentos era muito grande, pois a vida logo apresentou as garras e disse para que veio, então ele desde cedo não tinha tempo a perder, nem conseguia mesmo se quisesse.
Era um buscador incansável de respostas para algo que ainda não sabia o que era, mas sabia que era fundamental elucidar. Lia tudo que aparecia e lá naquela sala vazia, do último andar do prédio em que estava, ele ficava olhando o Sol se pôr entre os prédios menores e meditava.
Ainda era bem jovem, estava com dezesseis anos, mas a secretária, uma mulher já casada, começou a lhe dar bola, talvez pelo isolamento dos dois lá naquele prédio, onde a empresa respirava por aparelhos, pois o dono virou senador e nunca aparecia.
Ele ficava lhe falando das impressões e conclusões que ia tendo sobre suas inquietações atormentadoras que o estavam excluindo do convívio social até que chegou à conclusão que não sentia nada de emoção em resposta do que viesse de encontro a ele.
Tudo que lhe chegava do mundo social externo não chegava até à sua alma, ficava só no seu cérebro e retornava, e ai descobriu que essa era a causa do seu flagelo, dos seus desassossegos.
Nada passava do seu cérebro, pois o centro das emoções, a alma, tinha sido ferida de morte e ali era um pânico só, não se entendia com o mundo em sua volta, então nada chegava até ela e é ali onde formam-se os sentimentos que retornam ao cérebro para ser respondido pelo meio apropriado, ou seja, pela fala, ou por gestos, ou pela escrita, pelo silêncio, etc.
E na alma os sentimentos represados faziam pressão, feitos em ebulição, mas não tinham mais conexão também com o cérebro e o mundo exterior. Estava faltando a ponte.
Na interação normal estas impressões vindas de fora são, chegando na alma, lubricadas pelo sentimento sentido e retornam para o cérebro, mas para ele eram dois mundos distintos que não se conversavam, então essa era a conclusão e era nisso que ele tinha que trabalhar, voltar a abrir caminho para a sua fonte de sentimentos e interagir emocionalmente com o mundo.
O cérebro (porta de entrada do que vem de fora) e o núcleo dos sentimentos interno, tem que trabalharem simetricamente, assim deve ser, para não haver desequilíbrio.
Isto pode parecer estranho, pois esta interação normal acontece de forma sincronizada em milionésimos de segundos, e retorna, e só com a falta é que alguém pode ver o quanto ela é importante.
O cérebro, como instrumento do corpo material, que não tem vida própria e sim é vivificado pela alma é frio, assim como é uma simples pedra, então ele repassava o retorno de forma truncada para as pessoas que estivessem interagindo com ele, e com isso ele começou a se afastar delas, até chegar à auto exclusão total, pois lhe faltava algo e isto lhe deixava a sensação de desproteção e vulnerabilidade, se sentia um estranho no ninho, no caso a sociedade.
Por outro lado este foco íntimo receptor/gerador das emoções ou impressões, a alma, só porque não chega nada de fora até ela, não quer dizer que ficava apaziguada, pelo contrário, está também em ebulição, devido à sua falta de comunicação e ficava em descompasso com o cérebro que ai não para de pensar e é sobrecarregado e passou a dominar todas as ações, por falta de alternativa, começou a extrema ansiedade.
E tudo isso ficava se chocando dentro dele, que tinha que transparecer normalidade enquanto se equilibrava nesta confusão e luta árdua de três frentes.
Muito tempo depois quando começou a lutar para conseguir esta reconexão com o mundo exterior novamente, ficava pensando como é que uma pessoa normal reagiria “em uma determinada situação como aquela que ele, eventualmente, estava passando”, e em cima disso reagia por considerações meramente cerebrais, até que começou mesmo, aos poucos, a sentir as emoções reais que iam surgindo no seu âmago; e na medida em que ia aumentando a sua confiança nesta interação, ia voltando a abrir sua alma para o exterior, e com isso a aquecendo para sentimentos genuinamente afetivos.
Mas para chegar a esse ponto ele teve que aprender a relaxar, pois a sua alma tinha vida própria a muito tempo por um lado e por outro o cérebro não se aquietava mais, sem controle, e ai uma ajuda profissional foi fundamental para chegar a algum equilíbrio, apesar de todas as suas lutas de até então e a ajuda veio pela terapia cognitiva e tecnicas de relaxamento.
E assim foi voltando a ter uma vida relativamente normal no convívio social e sem depender só do cérebro, mas a alma se mantinha confusa e com isso extremamente ansiosa.
E ai vem a pergunta:
Quantos que não deixam de fazer este esforço reagente para voltarem a ser uma pessoa normal?
Não dá para dimensionar, mas todos devemos ter como máxima o que a escritora Roselis von Sass sintetizou muito bem com a frase: "Não é o lugar em que nos encontramos nem as exterioridades que tornam as pessoas felizes, a felicidade provém do íntimo, daquilo que o ser humano sente dentro de si mesmo”.
E ele era uma prova disso, pois durante este processo todo, ele foi progredindo profissionalmente até chegar à sua independência financeira, mas esta situação financeira foi apenas empurrando para a frente o problema, mascarando-o, e quando chegou no seu clímax ele caiu prostrado novamente em desalento, pois mantinha-se solitário, apesar do convívio intenso profissionalmente.
E ai ele está na outra extremidade da bipolaridade, só que não sabe ainda, vai saber com o tempo, hoje é mais fácil o diagnóstico, então ele está na chamada mania, um entusiasmo onde se cria ou gera-se muita coisa, e onde os caminhos são abertos por inteligência e capacidades que o índividuo possui, mas a solidão sempre está ali, é uma sombra que o acompanha, e que a atividade social neste período apenas mascara.
Mas chegando no climax deste seu progresso ou talento, onde não tem mais para o que construir ele cai novamente no fundo do poço e este é o momento mais perigoso de todos, pois ter que recomeçar tudo de volta, sem nem saber por onde, como nunca soube, pois apenas foi indo no seu progresso, então este ponto derruba muita gente e onde vemos tantas desgraças ocorridas.
Ele vê que ainda está dentro do labirinto embora todo o sucesso na sua área.
No meio artístico tem mais visibilidade, como ocorreu com Elis Regina, Elvis Presley, Prince, Amy Winnehouse, Robin Williams, todos mortos em meio a extremo sofrimento e solidão monstra íntima.
O que ele vê nos olhos destes artistas em seus últimos vídeos antes de morrerem, ele conhecia muito bem e sabia o que eles estavam passando, e só quem passou por isso pode sentir.
A vida das pessoas que se encaixam neste quadro se transforma num novelo sem fio de meada, e a pessoa submerge num labirinto imenso, que o deixa prostrado se sentindo sem esperança de saída, e uma reviravolta vai exigir muita luta para voltar a buscar a saída novamente.
Mas a vida é o nosso bem supremo, e não estamos nessa situação por acaso, como nos esclarece o mestre Abdruschin em sua Mensagem do Graal “Na Luz da Verdade”, cujos esclarecimentos sempre lhe trouxe muita força e foco e de onde ele tirava forças e esclarecimentos para continuar lutando, pois esta obra era o “mapa da mina”, mas não é fácil, não nos iludamos.
Em todas estas situações há diversos níveis de aflição, desde os mais brandos até os mais graves, e muitos veem na sociedade os motivos dos seus sofrimentos, o que não é, e por isto muitos procuram, muitas vezes, causarem mal ao meio onde vivem como vingança, por acharem que é o meio, devido a sua aparente rejeição, o motivo dos seus sofrimentos e da sua baixo autoestima, e daí os atos de violência contra o meio como os que ocorrem muito nos EUA, devido à facilidade de obtenção de armas.
Alguns se excluem de qualquer convívio e ficam impossibilitados para atividades necessárias como trabalhar, estudar, etc. enquanto outros podem desenvolver a partir de um ponto meios para se superarem e atuarem como atores de si mesmos e podem até se darem muito bem nas suas atividades, como os artistas citados e milhares de anonimos, e levam a vida desta forma, mas exige muita energia e persistência.
Mas um dia, quando tiverem alcançado todo o sucesso nas suas áreas, e não tiverem mais motivações, por algum motivo, vão dar de cara novamente com as suas solidões e mazelas escondidas e desmoronam, voltando novamente à sua real condição e depressão, o polo oposto do que estavam sentindo até então.
Mas as dificuldades da vida são para serem superadas, como dito, não importa o nível destas dificuldades, e para aqueles que as sofrem o lance é procurarem se auto ajudarem ao extremo e procurarem ajudas que hoje existem, mas o principal é terem consciência que tudo os que os atormentam é oriundo do seu íntimo, gerados por ações que fizeram em outras épocas da sua existência, que não começa com o nascimento, nem termina com a morte, por isto ela não é salvação.
Importante também é saberem que medos sociais hoje sentidos, normalmente são oriundos de ações erradas que fizeram ao meio onde viveram em outras vidas onde tiveram algum poder; não podemos esquecer dos poderes que todos os membros da igreja, por exemplo, tiveram não faz muito tempo, onde foram implantados tantos medos nas pessoas para que a igreja não perdesse a sua influência e poder, chegando até mesmo às famigeradas inquisições que rondava por cima da cabeça de toda a sociedade.
Mas também oriundos de tantas injustiças cometidas por soldados ou bandidos saqueadores, ou reis, causadas em tantas guerras e batalhas em busca de riquezas ao longo da história da humanidade, onde prevaleceu tantas atrocidades, assim como no período das colonizações.
A história da humanidade é feita de terror na sua maior parte, então não é à toa que países europeus estão se vendo hoje invadidos por pessoas das regiões onde eles só levaram pobreza e desmandos enquanto enriqueciam à custa deles, e a apenas poucos séculos atrás, então podemos ver ai a atuação da lei da reciprocidade espiritual e a tendência é só piorar, este processo não vai ter volta.
Hoje estes e outros nesta nova vida sentem um medo anímico inexplicável, aparentemente, e se sentem desprotegidos, como se vissem estar no meio de pessoas que querem pegá-los. A sociedade não necessariamente é a mesma, claro, mas o sentimento de desproteção, este é real, e acompanha a pessoa aonde ela for, pois ele é anímico e mesmo estando sozinho não o deixa de sentir, pois está na alma dele, então não tem como se esconder.
Semeou medo terá medo, semeou ódio sentirá ódio contra si, mesmo que quem olhe de fora veja nesta pessoa um ser ponderado e bom, mas só eles sabem o turbilhão que passa pelas suas almas e mentes, e daí tantas depressões e outros distúrbios psíquicos no mundo atual.
Tudo são colheitas como já disse Jesus um dia com a frase “O que o homem semeia isto ele colherá”, mas não teve tempo de aprofundar o assunto, nem de falar das reencarnações, onde haveriam as colheitas, pois foi trucidado por uma humanidade que não o aceitou e que hoje vive repetindo o que ele falou, mas não põem em prática no seu dia a dia os conselhos que ele deu.
Ou alguém em verdade “ama o seu próximo” no sentido que ele nos aconselhou?
Ou alguém procura manter o seu íntimo vibrando no dito: “Sede como as crianças”?
A maioria maciça das pessoas que possuem estes problemas anímicos/psíquicos, não vão se tornar prejudiciais à sociedade, mas a eliminação total dos sentimentos podem levar a isso ou a sofrimentos indizíveis a elas mesmas, e aos familiares mais próximos.
E você que me lê conheceu muitas pessoas que só fazem mal aos outros para se autopromoverem, tanto profissionalmente, na escola, ou na vida familiar ou social, ou mesmo por prazer, e estes são classificados hoje como psicopatas, embora tenham um vida normal ou sem passarem a violências extremas ligadas ao termo.
Para quem quer saber mais sobre esses assuntos pode ler os livros da psiquiatra Ana Beatriz Barboza Silva que são escritos de forma bem didáticos, e foram esclarecedores para ele, e ela acerta na mosca sobre os sentimentos que atormentam muitos, principalmente os bipolares, cujos sentimentos são muito aproximados aos TDA (Transtorno de déficit de atenção), que ao contrário do que muitos interpretam, não é que lhes falte atenção de terceiros, ou dos pais, mas sim elas é que tem dificuldades de interação com o meio e vivem em parte desconectados.
E pelo lado de esclarecimentos espirituais mais amplos, que é a causa de tudo o que nos acomete, tanto psíquicos como físicos, e de como funciona a interligação da vida visível e invisível que levamos, e de como o que sentimos ou fazemos numa vida anterior influência em uma outra, que leia a Mensagem do Graal, Na Luz da verdade, do sábio alemão de codinome Abdruschin, já citado, e adquirirá todos os esclarecimentos que precisará.
Não ficará sem respostas, e lutar muito pela vida, pois a morte não mata a alma e os sofrimentos anímicos continuam de forma mais forte no lado de lá, ou em uma próxima vida novamente, além de um sofrimento mais agravado pelo ato extremo cometido nessa.
Terá sofrimentos eternos, ou alegrias eternas, então não tem outro caminho, vamos à luta para a superação, pois a morte não traz nenhum descanso nem nenhuma solução como as igrejas tentam nos fazer crer, se fosse assim haveria muitas injustiças na seara do Senhor que eles dizem adorar.
E o psicopata é aquele que dá vazão aos seus sentimentos antisociais, embora a discrição e a articulação, e age de forma fria e calculista, pois não tem mais conexão com a sua alma, que se mantem anulada, não tendo então sentimento de afeição legitimo pelo próximo e vivem somente olhando para os seus interesses, não importando os meios.
Você deve conhecer algum, mas no fundo, se pensarmos bem, muitos de nós temos algum pouco disso, embora de nível ínfimo, pois não desenvolvemos a amor que Jesus tanto quis nos ensinar e agimos muitas vezes de forma egoista na relação com o nosso próximo não muito querido ou até mesmo com quem amamos.
“Livre só é o ser humano que vive nas leis de Deus! Assim, e não diferentemente, ele se encontra sem pressões nem restrições nesta Criação. Tudo o auxiliará então, em vez de lhe obstruir o caminho.’ Abdruschin em Na Luz da Verdade.
|
Poeta
|
|
O bom da crônica é isto: a liberdade de escrever sobre qualquer coisa. Pode ser o assunto mais sério ou o mais bobo, o mais vulgar. Tudo serve para comentar. Até a falta de comentário. Dizem que a palavra “crônica” deriva da palavra grega “chronos”, que significa tempo. Então, se a crônica significa “tempo”, ela está com tudo: com o passado, o presente, o futuro, as horas, as eras, o sol (tempo bom) a chuva (tempo ruim)... E está acontecendo o tempo todo. O Tempo é tudo. Talvez seja por isso que tudo é um motivo para uma crônica.
Eu já li crônicas que, nas suas palavras, não queriam dizer nada. Mas no seu bojo traziam uma infinidade de ideias, e só quem gosta de ficar observando a vida, é que é capaz entender. Então os que não têm essa “visão especial”, devem achar uma besteira. Mas isso é bem da crônica. Tem tantas coisas “bobas” acontecendo por aí, e as pessoas nem percebem. O próprio tempo, por exemplo: o sol surge, passa por cima de nós, vai embora. E as pessoas já estão tão acostumadas com essa besteira, que só notam quando precisam dele, e ele não está lá para servi-las. Caso contrario, nem notariam sua presença ou ausência.
As pessoas vivem muito preocupadas com os seus afazeres, sonhando em ganhar dinheiro ou procurando esquecer-se das mazelas da vida. Então não têm tempo de ficar observando essas “besteiras de tempo”. Afinal, isso serve para quê? As pessoas só querem saber de coisas úteis, de coisas que possam vender ou, no mínimo, sirvam para debater numa roda de amigos. É por isso que assistem os BBBs da vida: para não ficarem por fora do bate papo. O importante é participar. Não interessa a importância do assunto. Aí, quem não gosta de ficar debatendo “BBBesteiras”, fica de fora observando as besteiras do tempo e aproveitando para escrever um crônica besta.
A.J. Cardiais 17.01.2012
|
Poeta
|
|
No necesitaba de alguna razón, yo estaba seguro de lo que sentía y eso me mantuvo con la creencia de que desde un inicio el paraíso se había hecho solo para los dos, me olvide de todo lo que alguna vez amenazo mi mundo, y seguí adelante, caminando a su lado, con la certeza de que siempre seria así.
Solíamos pasear por las tardes, justo en el momento en que el sol estaba por ocultarse, impregnando de un hermoso tono anaranjado a las nubes que viajaban sobre nosotros, no podría explicar el sentimiento que me causaba el verla pasear junto a mí, con la mirada puesta en los árboles, en la tierra, en el cielo. Siempre disfrute los momentos en que ella se fundía con la naturaleza, incluso cuando soltaba mi mano para salir corriendo lejos, sonriendo ante la libertad que encontraba al flotar entre la brisa; me llenaba el corazón verla volar, deteniéndose para acariciar las tantas flores que ahí crecían, me llenaba verla siendo libre siendo solo ella junto al viento. La veía a lo lejos y ella me veía a mí con esa sonrisa que me invitaba a levantar el vuelo, para disfrutar del paraíso que se había hecho solo para nosotros.
Al caer la noche las estrellas nos mostraban el camino de regreso, y el viaje siempre parecía eterno, justo hasta el momento en que nos encontrábamos frente a su casa, una vez ahí ella me abrazaba fuerte y caminaba hacia atrás para no perderme de vista, lanzando besos y sonrisas hasta el momento en que desaparecía tras la puerta.
Yo sonreía y rescataba del aire aquellos besos que aún quedaban suspendidos en el aire a través del camino, me gustaba imaginar que pronto no tendríamos la necesidad de separarnos, y buscaba en el cielo cualquier estrella que estuviera dispuesta a concederme quizá el deseo más grande de toda mi vida, caminaba despacio disfrutando del viento, el mismo que hacía que ella fuera tan feliz, el mismo que en un futuro habría de ser testigo del amor tan grande que sentía por ella, el mismo que me acompañaba siempre que por pensar en ella prefería no dormir.
|
Poeta
|
|
Por un tiempo nos fue imposible vernos, y las opciones se reducían cada vez más, limitándonos a pláticas sencillas y de poca duración a través del teléfono, fue difícil, pero jamás deje de esperar con ansia un mensaje suyo, ni deje de alegrarme al recibir alguno. “Te quiero”, me dijo por primera vez a través de un mensaje, y la distancia que nos separaba en ese momento se esfumo, la sentí tan cerca que casi pude saciar mis ganas de abrazarla, me deje caer sobre la cama y volé, volé alto, dejando atrás el miedo que hasta ese día había guardado en mi corazón.
Desperté ilusionado, con la esperanza de que la distancia desapareciera de la misma manera en que aquel “Te quiero” había hecho desaparecer los miedos que me habían cegado tiempo atrás, desperté y vi todo de una manera diferente, mágica, casi perfecta, mostrándome cada amanecer un rayo de luz distinto, donde el tiempo y la distancia me hicieron quererla y extrañarla cada vez más.
Las noches sin su sonrisa al principio fueron imposibles, pero aprendí a admirarla con paciencia en los momentos en que lográbamos estar juntos, tomando con mis manos la fotografía perfecta, grabando en mi mente cada uno de sus lunares, sus ojos eternos, y su perfecta sonrisa, que me entregaba la inspiración y la calma que me hacían ver una luz distinta en cada despertar.
|
Poeta
|
|
Este no era un sentir diferente, en el pasado de igual manera mi corazón había estallado al encontrase frente a las mujeres que llegue a considerar perfectas, pero que con el tiempo su luz se volvía opaca y todo se perdía en una rutina sin sabor. Conocía el camino, o creía conocerlo, y me llene de tristeza al imaginar que correríamos con la misma suerte, viéndonos caer, sin poder… sin querer hacer algo para salvarnos.
El tiempo pasaba y contra mis miedos decidí seguir adelante, dándome la oportunidad por primera vez de confiar en mi mismo y en el cariño que hasta el momento tenia hacia ella. La invite a seguir descubriendo pequeños detalles y acepto de inmediato, sin terminar de escuchar lo que tenia que decir, sin enterarse de todo lo que había detrás de mi sonrisa nerviosa; entonces la abrace, y ella mordió mi brazo y comenzó a reír, sanando después con pequeños besos su arrebato de locura robándose cada palabra de mi boca, dejando solo en mi una sonrisa y la sensación de tranquilidad que tanto buscaba desde hacia mucho tiempo.
Ella disfrutaba cada cigarrillo, cada taza de café, sin temor al tiempo cerraba sus ojos un momento y sonreía, me miraba y sus ojos se iluminaban al mismo tiempo que mi corazón se veía encendido por una llama que juraba ser eterna. Me gustaba perderme en los pequeños lunares que tenia en su cuello, me gustaba embriagarme con su voz mientras me contaba sobre el universo, me gustaban tomar su mano y simular el humo del cigarro con suaves movimientos, me gustaba ella y el tiempo que pasábamos juntos disfrutando de los pequeños detalles.
|
Poeta
|
|
En verdad había mucho en ella, en su casi eterna sonrisa, en cada uno de sus pasos, en su largo y obscuro cabello que solía ocupar casi toda la cama cuando decidíamos no dormir. Había mucho en ella, en sus besos suaves, siempre al ritmo de su música, un blues distinto, improvisado, que recorría mi cuerpo lentamente, dejando la sola sensación de pertenecerle en ese momento y para siempre. En esos días no había nada que comprender, todo se resumía en abandonarse a la silueta de su cuerpo, dibujada por una tenue luz amarilla de una pequeña lámpara que años atrás había hecho para ella. Había mucho en ella, y en el rítmico latir de su corazón, su piel cálida después de hacer el amor, las incontables y saladas gotas de sudor que la cubrían y su perfecta costumbre de recostarse sobre mi pecho. Por la mañana me contaba historias de su infancia y el tiempo se iba volando mientras la veía recordar esos años, donde había algo de magia, algo de realidad, y sin duda una gratitud a la vida que jamás había conocido en una persona. Después de eso, la guerra comenzaba, era ella y la cama contra mí, volaban las almohadas y las sabanas se volvían redes que nos atrapaban constantemente, entre risas y gritos siempre yo era el primero en solicitar apoyo de los peluches que colocaba en la esquina de la habitación que servían como fieles soldados kamikazes rellenos de algodón. Cuando la batalla terminaba, encendíamos un cigarro, y curábamos nuestras heridas de guerra con besos y risas, de esas que te hacen recordar que al final de cuentas la realidad también puede ser buena de vez en cuando. El desayuno se servía en el patio, rodeados de las variadas plantas que ella cuidaba con tanto esmero, amaba verla sonreírle a los girasoles, y se me llenaba la mirada de ternura, cuando acariciaba los pétalos de los narcisos al extender los brazos, recuerdo la ocasión en que lloro al ver que una orquídea no tolero el clima extremo y se marchito, todo fue luto por unos días, después lleno los espacios vacíos con claveles y todo tomo una vista tan hermosa que no he vuelto a ver algo igual. Había mucho en ella, y en esa serenidad suya en tiempos de crisis que me causaba una sensación que se parecía más al miedo que cualquier otro sentimiento, mas, no perdía la oportunidad de recordarme que estaba ahí y lo seguiría estando, siendo algo que aun hasta estos días le sigo agradeciendo.
|
Poeta
|
|
Siempre recuerdo que la mejor manera de hacerte sonreír era con algún postre improvisado, descubrir ese secreto tuyo me salvó de un sin fin de batallas pérdidas y noches solitarias en el sofá, recuerdo bien ese gesto de sospecha acompañado de una sonrisa traviesa que se iba disolviendo entre fresas, chocolates, nieve de vainilla, entre otras cosas que escondía en el refrigerador para casos de emergencia. En alguna ocasión mi estrategia no funcionó y te llevaste la recompensa y el placer de verme derrotado ante tu tan infalible mirada, no había nada que me hiciera dejar de amarte, aún me viera solo en el sofá, sonreía al pensar en ti, hasta acabar vencido por el sueño. Amaba las mañanas a tu lado, y los besos en la frente con los que me despertabas, amaba que anduvieras descalza, moviéndote de aquí para allá en ropa interior, amaba que te detuvieras un momento para regalarme pequeños besos que llegaban de mis labios a mi cuello para después seguir tu camino, amaba tu manera de cocinar, y el desorden que hacías en la cocina, amaba que no probaras tu comida hasta que yo no te diera una opinión de su sabor, en verdad no probé nunca mejor comida. No puedo olvidar tu sonrisa, tu mirada, tus caricias, no puedo olvidar tu ligero cabello, largo y negro, ni tu piel siempre con ese olor que nunca pude identificar pero tanto me gustaba, no olvido tus palabras, ni la tonalidad de tu voz al decirlas, no olvido tu manera de vestir, ni lo radiante que te veías al estar desvestida, no olvido las heridas que me causaste, ni la forma tan tuya de curarlas, no te olvido nunca, ni a todo lo que por ti cobraba vida. Pasaron suficientes días y pensé en aquel anillo que entre bromas me confesaste sería perfecto para usarlo toda la vida, un viejo anillo que vimos en una tienda de antigüedades en el centro de la ciudad, vi como brillaron tus ojos aquel día y sabía que será perfecto para sorprenderte con la pregunta que pensé jamás tendría que hacer. Solías decir que no creías en esas cosas, pero dabas tantas señales de lo contrario, y a mí me llenaba el verte corriendo de aquí a allá viendo todo lo relacionado a ese tema, recuerdo que me gustaba cuestionarte camino a casa, y tu corrías lejos escondiéndote de mí en cada sitio que así lo permitiera.
|
Poeta
|
|
Tú me hiciste sentir nuevamente eso que no se sabe explicar, eso que llaman “mariposas en el estómago” que aunque suene tonto, considero yo que es la manera más correcta de llamar a la etapa número uno del amor, la más inocente, la que hace que un beso lo sea todo y una mirada nos destruya totalmente. No sospeche que cada día estando junto a ti fuese a sentir ese fuerte palpitar, esa tan increíble sensación de lo perfecto viajando por mi cuerpo, haciéndome sentir ligero y completo, no sospeche, solo me deje llevar por la suave brisa de tu aliento hasta llegar al lugar correcto. Tú me veías atenta, paciente, como quien admira el atardecer, tú me veías mientras yo trataba de no caer, de no desplomarme ante tan hermosa espectadora, ¿Cómo hubiera sabido yo lo que pensabas, lo que sentías? ¿Cómo hubiera sabido yo?... Yo solo deseaba estar junto a ti sin la preocupación de tener al tiempo como enemigo. Fue entonces cuando el vino se terminó, te levantaste y caminaste hacia mí, recuerdo tus ojos pequeños y brillantes, tu sonrisa tímida, y tus palabras en voz bajita para que solo yo pudiera escucharlas, recuerdo como nuestras manos se encontraron y se quedaron unidas por un largo tiempo, recuerdo el palpitar de tu corazón y como casi pierdo el mío esa noche, recuerdo la sensación de tu piel al recorrerla con las yemas de mis dedos y como me abrazabas fuerte para que no me fuera. No diste un paso seguro, tu sabias que yo te amaría desde el primer momento, tu sabias que me amarías, y que a través de los días, todo se volvería perfecto, paso a paso, desde el primer momento, desde nuestro primer beso.
|
Poeta
|
|