Crónicas :  Pensamentos da madrugada
Pensamentos da madrugada
São três horas da manhã e eu estou aqui, escrevendo... Deveria estar dormindo, mas meu sono me abandonou. Deixou-me aqui, entregue a pensamentos bobos, ideias vãs e na companhia de uma gata, com o “motorzinho” ligado, tamanho é o barulho que faz. Você deve estar se perguntando: Esse cara vai ganhar o quê, escrevendo isso? O que eu posso responder é: Sonhos. Não estou dormindo, mas estou sonhando acordado. E, para ver o significado depois, estou escrevendo.

Se for contar o monte de coisas que passou pela minha mente, enquanto eu estava deitado, daria para escrever umas dez crônicas como esta. Resultado: Perdi tudo porque não escrevi. Agora que me sentei aqui, com o intuito de aproveitar alguma coisa do que eu estava pensando, vem outras ideias “atropelando”. É assim mesmo! É igual a uma enxurrada: Vem lixo de todo tipo. É garrafa pet boiando, é lata tilintando, bonecas nadando, sacos enchendo e esvaziando... Se você nunca perdeu seu tempo observando estas besteiras, vai pensar que estou inventando. Mas as ideias são assim mesmo. E se você não prender elas no papel, elas vão embora com a madrugada ou com qualquer hora. Uma ideia é assim: Ela vem e, PLIM! É como uma lâmpada que acendeu. Não é à toa que colocaram uma lâmpada acesa, simbolizando que alguém teve uma ideia. E por falar em luz, vou apagar a minha agora, para economizar energia. Estou com os rascunhos (na mente) das crônicas que me incomodaram tanto. De manhã vou tentar prendê-las definitivamente. Bem, talvez agora eu consiga dormir... Vou tentar.

A.J. Cardiais
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Poeta

Crónicas :  ¿QUÉ SERÍA DE DIOS SIN NOSTROS?
¿Qué sería de Dios sin nosotros? ¿Qué sería de tanto mediocre que va por el mundo con una biblia bajo el brazo buscando pan para su sustento? Mintiendo, porque él no hace lo que predica. Pero también se hace llamar hijo de Dios. Esto ya no es cuestión de que si Dios existe o no, esto se ha convertido en una cuestión de ganancia de frijoles de los traficantes de la fe. A ver…” curas”… (con votos de castidad y de amor al prójimo)… “ pastores ¿?“ igual ( de mil y una secta a cual más sufrida una que la otra) LO más gracioso de todo es que ahora hasta se han “GLOBALIZADO” , transmiten en circuito cerrado…. ¡Y cobran por escuchar la oración!....mensajes a cual más aterradores, si… yo también debo decir… ¡DIOS!... buscan a las mujeres más jóvenes y vírgenes y las violan!!! Todo eso con la venia de del señor y para su agrado, porque… una mujer que perteneciente a determinada “comunidad religiosa”… no se puede estar acostando con otra persona que pertenezca a otra religión… ¿será entonces el sexo religión?... ¿y qué hace Dios cuando estos enfermos mentales, hechos a su imagen y semejanza violan niños… embarazan mujeres… las hacen abortar, y aun así siguen predicando “la palabra de Dios”? ¿Cuál es la palabra de Dios, cual? … por centurias el nuevo y el antiguo testamento han sido modificados a conveniencia de cada religión, religiosos, libre pensadores o perico de los palotes que se le ocurrió un buen día decir … ¡ Alabado es el señor! ¿Cuál señor, cuál?... ¡Yo también soy un señor! Siglos de mentiras apocalípticas recomendando ayunos para agradar a Dios… “¡vienen a orar al templo!”… ¡Por supuesto!... ese día ninguno de los fieles come nada… porque así el diezmo será mayor para la iglesia (o debo decir para los bolsillos de quienes regentan “las iglesias”)
Y si las cosas me van mal en los negocios, en el trabajo, en el hogar… ¿qué es lo que me dicen?... “¡es que seguro no estás cumpliendo a cabalidad con tus ofrendas para la iglesia… eso desagrada Dios!... Que yo sepa, Dios no come, ni bebe, ni fuma. Tampoco es gamonal, ni padrastro…. Por último ni mi enemigo, todos dicen que Dios me ama… pero me castiga tanto este fulano!??… que… ¡qué sería de Dios sin nosotros! La única verdad que existe es la que dijo Carlos Marx: “ La religión es el opio de los pueblos” y ese opio a algunos les a carcomido hasta los huesos, dejando taras hereditarias que luego en su descendencia serán tratadas como “disturbios de personalidad”
Mientras tanto Dios seguirá colgado en los altares y adornando en marcos de oro la mesa de los ricos.

Delalma
19/11/2012 05:45 p.m.
Poeta

Crónicas :  Animal tem alma?
Animal tem alma?
Os animais têm alma, ou alguma coisa assim? Eu acho que devem ter... Vou contar o porquê da pergunta: nós criávamos um gato chamado Pepe, que era muito “safado”. Conseguiu conquistar todo mundo e tornou-se um gato muito especial. Imaginem que ele dormia conosco. Não tinha jeito de fazê-lo dormir em outro lugar. Uma semana antes de ele morrer, eu sonhei com este fato acontecendo. Pois bem, Pepe morreu envenenado. E o meu neto, o mesmo que nos trouxe Pepe, no mesmo dia trouxe outro “gato”... Depois eu vi que era gata.

Eu sempre ouvi falar que os gatos são apegados ao lar e não ao dono. Quando alguém se mudava o gato ficava, não ia com o dono. Se isso é verdade eu não sei.
Foi esta lenda (?) que chamou a minha atenção: a gata, quando chegou para a nossa casa, já estava um pouco grandinha. Um detalhe: o meu neto mora conosco. Justamente no dia que ele trouxe a gata, a mãe dele veio visitá-lo. Ela chegou bem na hora que minha mulher estava reclamando, porque a gata tinha sujado a casa toda. Como a mãe do meu neto não gosta de animais, ela fez o meu neto devolver a gata. Ele foi, chorando, devolver. A minha esposa estava tão aborrecida, que nem pediu que deixasse a gata.

Choveu quase a noite toda... De manhã, eu acordei escutando um miado... Como eu estava acostumado com Pepe, fiquei procurando de onde vinha... Quando eu abri a porta, a gata entrou correndo. Aí todo mundo ficou achando que o meu neto não tinha levado a gata para a antiga dona. Mas ficou comprovado que ele levou.
Agora eu pergunto: como esta gata acostumou-se com nossa casa, em poucas horas? E lá, onde a gata morava, tinha outros gatos. Tem também a questão de uma casa não ser tão perto da outra.
Será que foi a “alma” de Pepe, que “encarnou” na gata? Ela só quer dormir na nossa cama.

A.J. Cardiais
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Poeta

Crónicas :  "Heróis" da periferia
"Heróis" da periferia
As armas sempre exerceram um certo fascínios sobre as pessoas. Enfim elas significam o poder, o domínio. E entre a criançada esse fascínio é bem maior. Pode parecer que não, porém o que mais uma criança sonha é ser poderosa e respeitada. Não é à toa que elas querem ser super-heróis: força, poder, respeito, admiração... É por isso que muitas delas, quando são perguntadas o que querem ser, respondem sempre: policiais, bombeiros, artistas... Reparem bem: poder, coragem e fama.
Imaginem as crianças de algumas periferias, que o exemplo vivo que elas têm de poder, coragem e fama são os marginais... Elas veem à toda hora eles circulando armados e impondo o poder... Veem as pessoas “respeitosamente” bajulando os chefes das quadrilhas... Elas não assistem os policiais circulando armados e mostrando poder. E quando assistem alguma coisa sobre policiais na televisão, é o repórter martelando e mostrando manifestações contra policiais que, no exercício de suas funções, alvejaram algum inocente.

A criança, eu sei que não sabe. Mas um repórter, acho que deve saber que um policial é gente. E, portanto, está sujeito a cometer falhas. Um policial também está sujeito a medos, inseguranças e preocupações... O repórter também deve saber que o policial tem mulher, filhos e vontade de continuar vivendo, apesar de todos os dias sair para uma batalha, sem saber se vai voltar.
A imprensa, certas horas, coloca o policial como um marginal. E o pior: fica alardeando.
Nós sabemos que em TODOS os segmentos da SOCIEDADE existem os bons e os maus exemplos. Mas a criança, coitada, não sabe de nada... O que vocês acham que elas vão querer ser quando crescerem?

A.J. Cardiais
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Poeta

Crónicas :  Raça brasileira
Raça brasileira
Por que deram para perguntar para o cidadão brasileiro, qual é a sua raça? Segundo minha pouca informação, o que identifica a “raça” é o DNA e não a cor da pele. E qual é o nosso DNA? Qual é o DNA dos brasileiros? Nós temos todas as raças no nosso sangue. Nós somos a mistura, a miscelânea, a miscigenação das raças.

Eu li numa revista, que fizeram um exame de DNA em Neguinho da Beija Flor e em Daiane dos Santos, e o DNA deles é 70% de branco. E agora, eles “pertencem” a qual raça?
O Brasil precisa acabar com essa besteira de “raça”. Nós não temos “raça”, nos temos é RAÇA. Vencemos na raça e se divertindo. Nós não temos UMA face... Nós podemos nos passar por qualquer pessoa dos outros países: Nós podemos ser asiáticos, indianos, europeus, africanos...
Nós somos todos em UM.
Eu tenho quase certeza, que se fizerem um exame de DNA em mim, vai dar esse resultado: 50% negro, 49% índio e 1% branco (este 1% é a epiderme). Isso é meu desejo, e desejo tem poder. A pele que me cobre o corpo, não cobre a minha alma.

A.J. Cardiais
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Poeta

Crónicas :  Verdade com metáforas
Verdade com metáforas
Entre idas e vindas, vamos completar vinte e sete anos de casados... Nesta manhã eu olhei para ela, esperando encontrar algum resquício de amor. Não havia mais nada... Talvez, só um grãozinho de desejo bem longe... Nada que assanhasse minha alma. Pois o amor vem da alma. Antigamente eu sonhava encontrar alguém, para amar durante toda a minha vida. Mas isso ficou só no sonho.

Não gosto de ficar pensando em como tudo isso aconteceu. Dói muito relembrar. Eu gosto de seguir adiante. O que passou, é passado. Perdeu, está perdido. Não adianta ficar procurando o porquê disto e daquilo. O tempo não volta. Você não conserta o que passou no tempo. Detesto o “se”. Aquela coisa de ficar pensando: se eu tivesse agido assim, se eu tivesse agido assado... Não adianta lamentar.

O negócio é o seguinte: o amor é um fogo que precisa ser alimentado, para continuar aceso. O casamento, para durar, precisa de respeito, compreensão e criatividade. O meu ainda está durando, porque EU fico me virando para manter isso. Infelizmente sou eu sozinho. Como eu gostaria que ela pensasse assim também... Tudo seria melhor.

A.J. Cardiais
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Poeta

Crónicas :  HOY (AYER) ALLI
Y ahí en medio del bosque en medio de la tarde soleada en medio del invierno en sequía vino tu voz a buscar el lobo solitario que vagaba husmeando el perfume perdido de los frutos del árbol prohibido que crecía en medio del alcanzado paraíso. Y en medio de los ramajes del naranjo y la garras hirientes de la zarzamora encontré la puerta a los susurros de las delicias del pecado original, la puerta, fisura o grieta por donde alcance a tocar la piel enternecida y trémula que también vagaba buscando el silencio repartido entre las palomas y los cauces de los grandes ríos cercados de verdes gramas y altas selvas de orquídeas y de algarabías de pájaros. La tarde fue culminando antes de los arreboles en un rito sagrado, en la ceremonia secreta que la distancia no aplacó con sus muros ya resquebrajados, y en la quietud silenciosa dos enamorados se supieron enredados en sus desesperos hasta la culminación del destello compartido. Y en sus propias manos estuvo el fulgor y la caricia, el beso atrapado en los labios sedientos, en el roce delicado y su íntima consistencia, y en el último instante esplendoroso de esa comunión que vence la muerte. Y hubo después en la mañana siguiente la revelación de dos breves diamantes en el borde húmedo y oloroso de la voluptuosa vertiente sobre el oscuro musgo cautivo, y una paloma asomada con su erguida tibieza inhiesta y dos palomas en el orgullo suave y carnal de su vuelo. Mientras allá en medio del bosque el sol iluminaba el sitio exacto donde la férvida vertiente, el musgo oscuro y las tibias palomas fueron imaginados con la ferviente adoración de un vasallo rendido a su soberbia y hermosa soberana. Y en el hoy de la mañana y en el allí de la tarde de la víspera entre el revoloteo de palomas un lobo ermitaño sigue rastreando las huellas del dulce galope de la fina potranca en la mullida grama, con el hambre viva, otra vez, en su delirio de acechador inconsumado, de cazador vencido, de bestia domada por el arrullo encendido de evanescentes palomas. Y en el ahora aun persisten la voces instaurando un romántico dominio sobre el perfume del florecido árbol prohibido del alcanzado paraíso, sobre el bosque de la tarde soleada del invierno sin lluvias, sobre el naranjo y la zarzamora, en los goznes de la puerta a los susurros del pecado original, y también en la piel enternecida por el álgido ceremonial consumado. Vale.
Poeta

Crónicas :  ANTIGUO TRIPTICO DE INSTAURACION
Panel derecho. Enfrentado a los terrores del amor, esa casi continua percepción de una ausencia, de rostro definido y de voz reconocible, creo percibir otra vez la fisura (i) en la sensible envolvente del Universo Interior (ii), por la que fluyen tenues y mágicas esencias desde la otra mitad del Universo, que con asombro intuyo, no es la Exterior (iii). Panel central. Obstinada, así te sé desde el principio de nuestro tiempo, ¿recuerdas cuando te conocí?, te acuerdas que fuiste tú la que me encontraste en los laberintos plagados de poetas anónimos, de poemitas de tercera, de versitos primorosos, y tú descubriste esa fuerza mas profunda, mas ansiosa, que gravitaba perdida entre páginas y páginas de arena estéril, tú me llamaste entonces e iniciaste esa lenta e incontenible seducción de la letra y después de la palabra, me embrujaste con asombrosas coincidencias, y como si el destino existiera me llevaste de la mano por tus propios senderos, me quitaste la mascara y me despojaste de los hábitos de monje doloroso y me llevaste al prometido infierno a plena lluvia y me dejaste muerto de frío en medio de una calle, y habían luces y reflejos de luces y tumultos y gentes ajenas, y me dejaste esperando en una maravillosa soledad y seguía lloviendo, y entonces volviste por primera vez a mi, y fui dichoso en la medida que te acercabas, de nuevo tu risa y tus manos cerca y todo esto sucedió aquel cuarto día de cierto agosto de ese año, ¿recuerdas?, por eso te sé obstinada, hasta ahora, hasta el final de nuestro tiempo. Panel izquierdo. Porque para castigo y sombra de las almas que algo dijeron (iv) toda palabra prevalecerá como signo o sonido, porque en ellas está la dicha y el dolor, sus pequeñas felicidades temporales y la infinita miseria de lo que fue su carne, las furias, el miedo, el asombro. Y es que perdurarán por los tiempos como ecos atroces de fantasmas equivocados, repetirán los susurros de ternuras perdidas, o en desdibujadas líneas contendrán todos los sueños, y también, tristemente, la mera equivocación que cerró bruscamente esa puerta. Y aun en el último Universo, aquel ya vacío e indolente, un mínimo roce, un insignificante estruendo, apenas un zumbido, en fin, un destello imperceptible de sus innumerables partículas girando sin sentido, convocarán en efímeros intervalos esa voz precisa o trazaran con sus frías trayectorias la terrible caligrafía de aquellas palabras. Rastros serán, vestigios de cenizas desperdigadas, huellas de ya nadas que un día de ellas se dolieron, más seguirán latiendo para siempre, como castigo y sombra de la mano que escribió o la boca que dijo. Vale.

Santiago de Chile, 2002.


Notas.
i) Nota de Traductor.- El original usa el termino ‘hiatus’ termino latino que corresponde a; grieta, abertura, hendidura. Se ha preferido traducir como ‘fisura’ porque parece concordar más con el contexto.
(ii) Nota del Autor.- Según el ornitólogo heresiarca Ben al Rami (Mitología y Persecución de Helena. Libro XXVI, 1590), el Universo solo seria divisible en dos volúmenes concéntricos, uno limitado y vulnerable que se extiende desde la piel hacia adentro, y el otro más vasto, acaso ilimitado, que comprende desde la piel hacia fuera.
(iii) Nota del Editor.- El físico ruso V.I.Rodogorov denomina a esta elemental cosmogonía “Modelo de Universo Autoreferente”, y en su texto ya clásico “Orígenes del Duelo” (Ediciones IVOROSKAYA, Moscú, 1963), la rebaja a una mera falacia verbal.
(iv) Nota del Autor.- Bienaventurados los que no dijeron, porque poseerán no solo el olvido sino también un majestuoso silencio.
Poeta

Crónicas :  FANTASIA Nº 97 Simulacro.
Dúctil y efímero, con un aura de arconte esperando el colapso premonitorio de la bóveda fúnebre donde duermen los huesos corroídos del último hoplita. Abstruso y a la vez arrabalero, trashumante de atrios y patios, indagador con alevosía de patíbulo en el bestiario nocturno, entre el granate de los labios pintados y la mórbida piel de los escotes. Andariego siempre a barlovento, borroso y extraviado en el boato y esplendor del aleteo de la palomas sobre una plaza ensangrentada, gárgola silente en los albores del día, hiedra trepando el muro de un castillo encantado entre la angustia del miedo a morir y la ansiedad del bohemio que no encuentra la mañana. Atrapado en la ecuación del nacer, crecer, reproducirse y morir, y en la reverberación de la tinta con que se escribió en el cristalino ámbar del atardecer el desesperar de los años. Asustado del irrisorio aullido del lobo desde la colina umbría donde surge el caudal del quebranto y el gorgojeo despiadado de la luna mansa y menguante. Fue reflejado en los ojos del basilisco de escamas tornasoladas, enredado en la dramaturgia andrógina del embrujo de la carne, en su bestialismo y su espuma, en la erótica carencia de una piel o en crepitar de la leña de una fogata acontecida en los rumbos del pago. Poseyó el desparpajo del crisantemo en su amarillo incesante y su irreverencia de pecatriz voluptuosa en el carcamal abrupto de la barranquera. Y en la larga calle de añosa arboleda y pulidos adoquines vio el alelí de su infancia como un apóstol en la alborada infinitesimal de esa su única epifanía en el borde de la blasfemia. Y tentó la ambigüedad de la albahaca en su perfume y el retumbo inerte del canto perdido en la oquedad de la piedra. En el apacible aciano de la azurita pudo intuir el terciopelo de la misericordia, el duro pliegue de la amargura y la dulzura de la incertidumbre en su esencia de torbellino o espejismo. Solía amainar las tormentas de biblioteca con su antifaz de beduino, con su thawb desgarrado por las arenas y su ábaco carcomido por los dedos avaros del prestamista, pero siempre invisible como el verde metálico del escarabajo del romero o el rojizo marrón moteado del gorgojo del garbanzo y del chícharo. Supo descifrar la impronta de los chubascos en la tierra sedienta aun en sus atavíos otoñales, y en la añoranza de la crisálida el descalabro de su estirpe de titiriteros y magos de ferias. En su fin solo quedó el devaneo de sus párpados ante la iluminada catedral en ruinas, esa querencia dilapidada por el delirio de un noctámbulo que avanza ebrio por las callejuelas del pecado.
Poeta

Crónicas :  Como Serpentes
Tem pessoas que não podem ver alguém feliz (principalmente quando não tem nada) que logo vêm oferecendo uma maçã envenenada com seus ideais de felicidade. Procura injetar no pobre felizardo, que ser feliz é possuir isso, possuir aquilo, comer muitas coisas gostosas, viajar, beber champagne, vinhos finos, wisky... Tenta passar o seu inferno consumista para o paraíso do pobre felizardo...

Depois que conseguem envenenar o pobre felizardo, vão embora. Deixado para trás um pobre coitado, que vai passar a sua vida jogando na loteria em busca da tal “felicidade” que só o dinheiro traz.

A.J. Cardiais
Poeta