|
Meu celular tocou às sete horas da manhã... Fiquei curioso: quem estará me ligando a essa hora? O que será? Corri para atender. Lá do outro lado, uma voz feminina falou: jura! Eu, sem entender nada, perguntei: O quê? Ela disse: jura que me ama! Pronto, se eu já estava sem entender nada, piorou a situação. Fique alegre pensando que fosse realmente comigo. Então tentei adivinhar quem poderia ser aquela mulher, que estava pedindo que eu jurasse que a amava... Como não consegui imaginar ninguém, tive que perguntar quem estava falando. Foi aí que a minha alegria foi embora, porque ela disse: ah, desculpe, liguei errado. Eu ainda disse que a amava, para ver se prolongava a conversa, mas ela só fez rir e desligou. Que pena... eu estava tão contente, pensando que fosse comigo.
A.J. Cardiais
|
Poeta
|
|
PAULO COELHO EM ALGUNS MINUTOS
“Seja como a fonte que transborda e não como o tanque, que sempre contém a mesma água.”
Esta fase é de um poeta inglês, mas que eu não teria conhecimento se não tivesse lido o excelente livro de Paulo Coelho “Veronika Decide Morrer”.
Eu li o primeiro livro do Paulo Coelho por impulso numa promoção e era um dos menos vendido por ele e que não me lembro o nome agora, pois não tenho o hábito de acumular livros em casa e faço-os caminhar, só guardo aqueles realmente especiais, como o segundo que eu li “Veronica Decide morrer” que eu achei ótimo e que já vendeu 10 milhões de exemplares.
Como o autor diz no livro os pais dele o internaram num manicômio, fato bem corriqueiro naqueles anos de ditadura, para que ele não freqüentasse mais o grupo de “desajustados” , do qual eu também fazia parte, que ele estava frequentando.
Grupo de desajustados eram os cabeludos da contracultura e seus hábitos, o que para época precisava ter alguma coragem, mas não faziam mal a ninguém, talvez só a eles mesmos pelos baseados que fumavam.
Aqui em Curitiba também conheci o caso de um pai, sargento do exercito, o que na época já era de relevo esta baixa hierarquia, que internou o seu filho, amigo próximo da nossa turma, num manicômio ou sanatório para alguns.
Está certo que todos se chamavam de malucos, mas daí aos pais levarem ao pé da letra, literalmente, não deixa de ser tragicômico.
Este nosso colega próximo chegou a escrever um livro que virou filme premiado “O Bicho de Sete Cabeças”, agora imagina se nós imaginávamos que aquele colega que parecia tão resolvido ia passar por uma dessa.
Só lembrei-me dele quando deu entrevista no Jô Soares.
Estou escrevendo esta e dando uma espiada na revista CULT e ali tem “n” resenhas de livros recém-lançados e que são merecedores de serem indicados pela revista, mas vão vender, com todo o respeito, independente da qualidade, talvez 10.000 exemplares, o que já seria um sucesso esplendoroso no mercado brasileiro, mas na média não devem passar de 03 mil e que, provavelmente nunca vão ser traduzidas para nenhuma outra língua.
Depois deste li “Onze Minutos” também com uma vendagem de 10 milhões; outro excelente livro.
Depois destes resolvi ler mais algum e ai encomendei junto “O Diário de Um Mago” e ai vi porque Paulo coelho, apesar deste livro ter chegado nos 50 milhões de livros vendidos, é tão escorraçado no Brasil e dei razão, não consegui passar das primeiras 40 páginas, achei o livro horroroso.
Eu acredito que os críticos de Paulo Coelho devem ter lido este primeiro livro dele e já o condenaram ao inferno literário sem ler mais nenhum livro posterior dele.
Como nunca fui de modismos levei 10 anos a ler alguma coisa dele e pelo motivo citado acima, mas provavelmente não teria lido mais nenhum se tivesse começado pelo “Diário de um Mago”, mas tive a sorte de não.
Larguei-o e comecei a ler “O ALQUIMISTA”, e a impressão sobre o detestado acima se desvaneceu, gostei do livro que vendeu outros tantos 50 milhões. Tem umas “viajadas”, para ser exato duas*, e o final é fantasioso, mas o desenroar do livro achei particularente interessante já que tenho uma história de negociante como o protagonista.
*(Enteais da natureza nunca podem ser considerados “demônios”, pois são servos do Criador e trabalham com os elementos da natureza conservando-a. vide "O livro do Juizo Final de Roselis von Sass que aprofunda o assunto)
Por estes três livros ele já merece a meu ver ter o sucesso que tem, embora ele procure pessoalmente passar uma imagem de mago que não tem nada a ver, mas temos que separar uma coisa das outras.
Este “Veronica Decide Viver” achei um libelo prazeroso de ler, pois começa com um ato tão pesado como a tentativa de suicídio de alguém e depois mostra como esta tentativa frustrada leva a protagonista a ser internada num manicômio para aguardar a morte, pois os traumas físicos causados pela tentativa a teriam debilitado tanto o seu organismo que teria só mais algumas semanas de vida.
E lá neste manicômio ela começa a se descobrir como pessoa e a se gostar, e os poucos dias de vida da “moça tão bonita e simpática”, começa a influenciar questionamentos em outros internados que estão ali por depressão e outros males e acaba trazendo todo um rebuliço no meio. O final é muito interessante e com final feliz e novos caminhos para muitos dos envolvidos.
Traz um questionamento social do que é normal e do que não é, e do que são sentimentos nossos, realmente, e dos que são impingidos pela “normalidade fajuta da sociedade”.
Outro que li em seguida foi “Onze minutos”, com + de 10 milhões vendidos também, e também achei muito bom. Também se passa num mundo estigmatizado, o da prostituição de luxo, mas vemos que a protagonista que se vê envolvida no meio, vai ao fundo e depois vai saindo dele com tantos conhecimentos que vemos que depende de cada um o caminho que faz para a sua vida, embora às vezes o meio de campo de muitos é tortuoso.
Nestes não tem nenhuma “viajada”.
Tenho outros diversos títulos dele ainda a ser lido, mas passou a minha fase de ler livros, por um tempo, até uma nova recaída.
Na década de setenta dizia-se: “Quem viver, verá!” eu acho que Paulo Coelho viveu e escreve sobre isto, tirando uma ressalva aqui e outra ali, mas ninguém é perfeito, nem os considerados autores clássicos, de cujos livros ruins não se fala e que muitos, também, não conseguem terminar de ler, mas que ficam ali na estante para dar um ar de intelectualidade, mas isto é de cada um.
www.hserpa.prosaeverso.net
"Não é o lugar em que nos encontramos nem as exterioridades que tornam as pessoas felizes; a felicidade provém do íntimo, daquilo que o ser humano sente dentro de si mesmo' Roselis von Sass – www.graal.org.br
|
Poeta
|
|
“É como eu disse antes, poetas e escritores são aventureiros com imaginação. Monges, intelectuais e cientistas não pertencem a essa classe de pessoas”. Trecho da entrevista de Lucky Leminski a Elenilson Nascimento (¹), para o blog Poemas de Mil Compassos. Reparando bem, a palavra INTELECTUAL demonstra uma certa “formalidade” e um pouco de “austeridade”. Impossível imaginar um intelectual sem a “pose do conhecimento”, sem sua vestimenta impecável. E a maioria dos poetas e escritores não se “enquadra” neste perfil. Vocês já imaginaram um intelectual, com toda sua “pose”, participando de um churrasco, movido a pagode e cerveja? Ou então em um Mercado Popular, conversando animadamente com amigos pescadores, barraqueiros etc? Pois é, não combina, né? Pode até ter algum que faça isso, mas a “formalidade” e a posição “impõem” um certo respeito, um certo “distanciamento” das pessoas “comuns”. Este é um dos motivos que me faz admirar Jorge Amado e João Ubaldo Ribeiro: são endeusados, mas nunca sofreram a influência do “endeusamento”. Em suas listas de amigos sempre constam nomes de pescadores, barraqueiros, capoeiristas, “biriteiros”... João Ubaldo chegou a declarar em uma entrevista, que detesta “papo intelectual”. Por aí já devemos sentir que esse papo não deve ser nada descontraído. Deve ser aquela coisa formal: troca ou exibições de conhecimentos. Sinceramente, as poucas vezes que fui “enquadrado” como intelectual, não fiquei muito à vontade... Não tenho nada de intelectual. Eu vejo o intelectual como uma pessoa disciplinada, que leva o conhecimento com uma obrigação. O conhecimento para ele é como uma arma e uma vacina contra os possíveis ataques dos exibicionistas. Já eu só procuro ler o que me interessa. O que, de alguma forma, me fará bem. Não me preocupo em dizer que não li um “Best seller” qualquer ou algum dos grandes filósofos. Coisa que, para um intelectual, deve ser o fim da picada. E para finalizar este texto puxando uma brasinha para minha sardinha, uma vez recebi um elogio, mais ou menos parecido com o que Lucky Leminski falou, na comunidade Poetas Teimosos (Orkut). A poeta Marilda Amaral disse o seguinte: “Tens um poema no estilo explorador, um bandeirante das letras... Gosto de ver teu espírito aventureiro em temas tão diversos.” Depois disso, só me resta agradecer: obrigado Marilda.
(¹) Elenilson Nascimento é: Professor, jornalista, poeta, compositor, agitador cultural e blogueiro.
A.J. Cardiais imagem: Google
|
Poeta
|
|
Para mim é uma tortura digitar uma poesia que eu não gosto... Aí você me pergunta: Se foi você quem fez a poesia, como é que você não gosta? Eu respondo: Tem poesia, que depois que passa a “euforia”, eu não acho mais interessante. Antigamente eu jogava fora. Mas agora deixo jogada lá no fundo da gaveta. Às vezes nem digito. Fica lá, no manuscrito mesmo. Vou deixando ela de lado e vou digitando as que eu gosto. Tem poesia que eu tento digitar várias vezes, mas não consigo. E ela vai ficando encostada... O engraçado é que algumas vezes, quando vou mexer nas “encostadas”, eu encontro alguma bastante interessante. Aí fico me perguntando por que eu não digitei aquela poesia. Então, aproveito a empolgação e digito logo. Talvez, se eu deixar para outro dia, não sinta mais a mesma emoção. Lendo uma entrevista com o compositor Francis Hime (eu acho que foi ele), ele disse que tinha composições que ele fazia, mas não gostava. Então deixava em um canto, não mostrava a ninguém... Algum tempo depois ele ia dar uma olhada “nas rejeitadas”, e encontrava verdadeiras preciosidades. Coisa de doido ou tudo é o momento? Não sei... Só sei que de vez em quando eu estou criando coragem, digitando minhas “bombinhas” e postando na internet. Hehehehe
AJ Cardiais
imagem: google
|
Poeta
|
|
Yo me propuse escribir desde la felicidad y lo he logrado, ya sea en la poesía que se eleva en humanismo para resistir e inventar el día indispensable, en el nacimiento de mis hijos, en la pasión errante que besa las montañas donde se esconden gordas milenarias, en la pasión cotidiana que me liga a mi compañera, en su individualidad indómita y en esa capacidad de inventar futuros derrotando juntos a la muerte artera. No creí nunca en la impostación de artista, ni necesité estar ebrio o drogado para redescubrir el infinito, rompí paradigmas de pseudo bohemias y me levanté temprano para trabajar con ganas cada día, dejando espacios cuadriculados en el éter para las gotas poéticas que han enhebrado mis trabajos. Próximamente con más dedicación buscaré mayor difusión mediática a esa poesía escrita desde el emprendimiento y la doctrina del esfuerzo, es decir la felicidad.
|
Poeta
|
|
Este artículo o categoría puede incluir contenido sensible. ¿Seguro que quieres leer?
Soledades
Cuando la soledad cala tus huesos, te sumerges en la multitud para vivir el espejismo de un amor virtual y te consumes de pena, sonriendo.
Las ansiedades se multiplican en las dunas grises de tu soledad. No alcanza la noche para incubar un príncipe azul y por eso te quedas embalsamada como estatua de sal, anclada a un dolor tan lejano que ni siquiera alcanzas a reconstruirlo, simplemente cargas con él y tanto es el peso que tu andar languidece en una pena infinita, sin sentido.
En la intima soledad que te desvela, crees descubrir la punta de la madeja para desentrañar tus dolores, pero llega la aurora, estás muriendo.
|
Poeta
|
|
NOSTALGIAS
Hace tiempo que no escribo nada, solo algunos versitos intrascendentes,como para despuntar el vicio. ¿ Cuando escribiste algo trascendente?.. Se preguntará quien me ha leído alguna vez. Pero bueno uno tiene la intención de hacerlo.. Esto me pasa con los cuentos, con la poesía,sé que ni arrimo, así que verseo a la marchanta. Pero hoy, a pocas horas de de despedir el año, me volvió el berretín de escribir algo, de aquello que se agranda en la memoria y que que tiene el sabor de la nostalgia. ¡ Tantos años atrás está mi infancia, y qué vívida emerge en mis recuerdos !...Con todos los sentidos la revivo, aunque tal vez no fuera, así como la veo. Cuando digo memoria, recuerdos, nostalgia, infancia, te estoy hablando de mi pueblo. Un pequeño pueblito del oeste, que alguna vez, de esto hace mucho tiempo, oyó mi primer llanto, me dió la luz, los aromas,los sonidos de las voces, las caricias, los amores. Mi pueblo... Si, Blaquier...Y en estas fiestas, aquellas mesas largas de parientes y amigos, que eran lo mismo, en esa bacanal de la alegría, compartida en la comida y el buen vino y al final las canciones de la tierra,esa que habían dejado un día. " E la violeta, la va. la va... La va sul campo che lei si sognaba, ch´era suo gigín que guardándola staba..." Después, la muchachada, y aquellas serenatas. mal tocadas y mal cantadas, en todas las ventanas...- A la familia... Deseándoles felices fiestas. El muchas gracias y la mano extendida con la bebida fresca, para seguir la ronda y terminar la noche tirados en la plaza, con el sol pretendiendo despertarnos.
"Como no voy a recordar mi pueblo, si es una forma de saber quien soy " Plagiado a Chico Novarro
neco perata
|
Poeta
|
|
Infelizmente não sei quando esta “ligação” começou. Sou péssimo para guardar datas. Sei que sempre fui apaixonado por aves de rapina: Águia, falcão, gavião, urubu, condor, abutre... Qualquer coisa sobre estas aves me interessa. Então, numa dessas “incursões”, descobri que a coruja também pertencia à família de rapinas. Mas antes da coruja, o xodó maior era o urubu. Era tanto, que meu pseudônimo (secreto) era o nome científico do urubu rei: Sarcoramphus Papa. Quando fiquei sabendo que Tom Jobim também era um admirador dos urubus, vi que estava em boa companhia.
Depois que descobri que as corujas também eram aves de rapina, comecei a interessar-me pela espécie. A facilidade em encontrar objetos com formatos de coruja, foi o que aproximou-me mais. Então, sempre que eu via algum objeto (e estava com dinheiro) com este formato, eu adquiria. E assim comecei a colecionar corujas: Bibelôs, imagens, chaveiros... etc. Até aí eu não sentia a “influência” delas em minha vida. Comecei a perceber em 1988 quando, trabalhando na Secretaria da Cultura, tinha uma moça que sempre ia vender bijuterias a atriz Jurema Penna. Um dia aproximei-me, fiquei observando e, quando eu ia perguntar se tinha alguma bijuteria com imagem de coruja, o meu dedo, como se fosse atraído, foi direto para um pingente corujinha. Foi incrível! Eu fiquei espantado e as duas ficaram rindo. Não tinha dinheiro, paguei com cheque pré-datado. Jurema foi minha fiadora.
Uma vez eu estava conversando com um amigo meu no ateliê dele, e toda hora eu olhava para o teto. Ficava olhando para a calha da lâmpada fluorescente, sem saber porquê, até que ele me perguntou o que era. Eu respondi: Não sei, vou ver. Peguei uma cadeira, coloquei embaixo da lâmpada, subi, meti a mão na calha e achei um objeto de metal. Quando olhei para o objeto, era um chaveiro comemorativo aos 25 anos da Faculdade de Educação da Bahia, com a imagem de uma coruja. Então Elói falou: Rapaz, como é que este chaveiro foi parar aí? Já faz tempo que eu procuro por ele! Foi da formatura de minha irmã. Aí eu disse: Agora é meu. Elói respondeu: É, depois dessa, você merece.
E assim tem várias outras coisinhas, mas esta é a principal. Foi a que me fez ver que a minha “ligação” com elas, não era “qualquer coisinha”: Eu tinha um fusquinha chamado Cacilda, e prestava serviço para o jornal Tribuna da Bahia transportando os funcionários que saíam do trabalho de madrugada. Num domingo, depois de deixar todo mundo em casa, quando estava voltando, Cacilda achou de pifar... Era uma hora da manhã e num local perigoso. O que fazer? O pior de tudo era que eu não tinha um centavo. O jeito era ir para casa andando. Dormir no carro poderia ser pior. Segui... Quando passei defronte à Rodoviária, tinha vários táxis estacionados. Nem em casa tinha dinheiro. Se tivesse, pegaria um e quando chegasse em casa pagaria a corrida. A rua estava deserta. Fui andando pelo meio da rua, quando vi um pássaro voando em minha direção... Depois pousou no topo de um poste, e ficou me observando... Era uma coruja. Eu andando e ela me observando... Passei por ela, e ela me observando... Depois que passei, ela voou. Então tive certeza de que chegaria em casa, sem nenhum perigo. E foi o que aconteceu: Cheguei em casa às duas e pouca da madrugada, e nem um cachorro latiu para mim. Depois, lendo algumas coisas sobre xamã, descobri que ela é o meu animal de poder.
A.J. Cardiais imagem: google
|
Poeta
|
|
Eu nunca criei gatos. Aliás, nunca criei animal nenhum. Não é por não gostar de animais... Muito pelo contrário: Eu gosto até demais. Não crio porque acho que, se a gente resolve adotá-los, é preciso dar toda atenção a eles. E animal "doméstico" para mim é só gato e cachorro. Não me venha com coelho, tartaruga, pássaros, macacos e etc... E nem adianta dizer que são de cativeiro porque, espontaneamente, eles não nascem em cativeiro. Eles são de cativeiro por uma condição imposta pelo homem. Geralmente "os ancestrais" deles foram aprisionados e com isso perderam o faro, o tino, os dons de viverem no seu habitat, e não puderam (ou souberam) passar para os filhotes. Então, se soltassem um animal desses (de cativeiro), eles seriam presas fáceis de outros animais ou do próprio homem. Voltemos aos gatos:
Eu nunca criei gatos. Mas o meu neto um dia chegou com um aqui em casa. Era um gatinho feio, coitadinho... Minha esposa brigou, reclamou, xingou... Mas o gatinho ficou. Depois o gatinho obrou no banheiro (o gatinho já veio educado) ela reclamou, falou, falou... Deixou pra lá. Minha filha, quando chegou do trabalho, viu o gatinho e se apegou. No dia seguinte, o gatinho amanheceu tremendo e vomitando... Como ninguém entendia de gatos, foi aquela preocupação: Dá isso, dá aquilo, faz isso, faz aquilo... Dá um chá. Chá de quê? Sei lá... Reza. Reza pra quem? Pra São Francisco... Com tanta preocupação, o gatinho ficou bom. Eu acho que ele queria era chamar a atenção. E como chamou... Bem, o gatinho foi crescendo cheio de atenções, de leite, de ração, de carne... Resultado: Virou um gatão. Para dizer melhor: Um lindo gatão. Nem preciso dizer que ganhou os nossos corações. Só para vocês imaginarem: Ele dormia com a gente. Minha mulher reclamava, brigava, mandava que eu fazer alguma coisa... Eu não fazia nada. Aliás, fazia sim. Eu dizia: Ele acha que nós somos a família dele. E nós não somos?
Pois bem, depois de tanto apego, uma vizinha começou a colocar veneno para matar ratos... Morreu uma gata (Nina, a namorada de Pepe, o nosso gato), morreu o segundo... Nós tentamos "segurar" o nosso gato, pois eu sonhei com ele se debatendo. Morreu o terceiro... Pepe foi o quarto. O meu neto, quando acordou, ficou sabendo. Aí começou a chorar, abriu o bueiro... Mesmo assim foi pra escola. Quando ele voltou da escola, foi logo gritando: Minha vó, olhe o que eu trouxe? Era outro gato. Minha mulher reclamou, terêrê, tarárá... O gato ficou. No outro dia, observando melhor, eu vi que era uma gata. Falei com minha mulher. Ela reclamou, brigou, perêrê, parárá... A gata está aqui, começando o reinado dela. Eu nunca criei gatos, porque não sabia que eles são tão maravilhosos. E o nome da gata é Lara.
Obs. Os outros gatos morreram distante da casa da "envenenadora". Já Pepe morreu na porta da casa dela. Foi como se estivesse a denunciá-la. Depois disso, ela parou de colocar veneno para ratos.
A.J. Cardiais imagem: a.j. cardiais (Lara)
|
Poeta
|
|
SE APROXIMA LA NAVIDAD. Se aproxima la navidad, y como siempre las prisas no se hacen esperar, el ambiente despide un aromatizante olor a las esencias de pino, canela y clavo, en las calles la gente, corre tras la lluvia, o tal vez la nieve, cubriéndose con paraguas, o simplemente esperando que amengüe, refugiándose en los cafés de las esquinas; aunque recordemos que en otros países hermanos, celebran las fiestas navideñas con mucho calor. Por toda la ciudad, se pueden ver los expendios, con los montones de pinos, comúnmente llamados “arbolitos de navidad”, vendiéndose cual pan caliente, las familias gozan este momento de subir al capacete del carro el pino, para posteriormente llevarlo a casa , para ser adornado; las tiendas de regalos se encuentran pletóricas de gente, en las calles se ven los coros o agrupaciones, cantando los villancicos, sin faltar el hombre regordete de barba blanca vestido de rojo, haciendo sonar las campanas, ofreciendo la fotografía del recuerdo, pero todo el mundo con un gran espíritu navideño. Los niños curiosos preguntando todos los días a sus padres, ¿cuánto tiempo falta para la navidad? soñando con los juguetes y dulces que llegaran hasta su hogar, hogares que brillan con luces multicolores, con el dulce sabor a chocolate caliente, galletas de jengibre y pastel de manzana. ¡Qué maravilla ser niño! Y ni que decir de las esperadas posadas, es un desahogo darle de palos a las piñatas de los siete picos, que significa romper con los siete pecados capitales, que ya todos conocemos, y por si acaso, ya se hayan olvidado, aquí se los dejo: la gula, avaricia, pereza, ira, lujuria, envidia y la soberbia; y que me dicen de los ponches, con “el saca sentimientos” o sea el piquete, y que tal los nacimientos?, con las principales figuras representativas, que sobre sus hombros de cerámica cargan la responsabilidad de ser admiradas toda la temporada navideña. Es extraordinariamente maravillosa la navidad, me gusta, siempre se presenta ante los ojos humanos llena de esperanza, y es que esperamos tanto de Dios, que pensamos en recibir sus divinas gracias en esta temporada, sentimos que se acaba el año y seguimos igual, quisiéramos entrar el año con nuevos bríos, y con el espíritu renovado. La simbólica llegada del niño Dios, es mágica en todos los sentidos, queremos borrar todo el pasado, las traiciones, rencillas, ofensas, rencores, tristezas, los amores que creíamos olvidados y vuelven a encenderse, como los pétalos rojos de la flor de “Noche Buena”, sin darnos cuenta que lo único que nos falta, es la Fe en nosotros mismos, y en algunos casos recuperar los valores extraviados.
24 de Diciembre, los niños y adultos esperan con ansia la gran cena esa noche, esperando tal vez, ver a algún familiar o amistad, que se encuentra lejos, y nos diera esa noche la sorpresa, alguna tarjeta que nos hable de amor, así mismo evocando los que ya partieron, pero siempre sin perder el objetivo, de pasarla bien, abrir los regalos del intercambio, convivir con la familia y los amigos, levantar la copa, y por supuesto desearse una ¡Feliz Navidad! Pero, no todo es color de rosa, porque habrá quien pase desapercibido por estas fechas, como aquel que pide limosna, que camina descalzo por las calles, recordemos que hay de todo en la viña del Señor, en esta temporada abramos nuestros corazones y demos un poco, no de lo que nos sobra, sino compartamos lo mucho o lo poco que Dios nos ha dado, y sobre todo, pensar que son tiempos de recogimiento y oración, dejar por un momento la soberbia y perdonar, es bueno hacerlo, hagamos una catarsis en nuestras vidas, y no olvidemos que somos humanos, y que solo Dios Nuestro Señor, es el único que jamás se equivoca.
FELIZ NAVIDAD Y UN VENTUROSO AÑO NUEVO PARA TODOS. Autora: Mónica Lourdes Avilés Sánchez. Derechos Reservados.
|
Poeta
|
|